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Balanço da Greve na UFC

  • Iris Otaviano Pierro, Leonardo Igor e Mariah Costa
  • 29 de out. de 2015
  • 2 min de leitura

O mês de outubro foi marcado pelo encerramento de greves na Universidade Federal do Ceará (UFC). No dia 7, os professores definiram o fim da paralisação docente, seguidos pelos servidores - que enfrentaram a maior greve da categoria, com 133 dias - e alunos, nos dias 8 e 13, respectivamente. Com demandas distintas, as três categorias reivindicaram soluções para as questões de suas classes.

Devido ao afastamento da Universidade durante o período, muitos membros da Academia desconhecem os resultados dos movimentos. Com o intuito de facilitar a compreensão, segue abaixo resumo das reivindicações das categorias e as resoluções aprovadas:

Desde o princípio, as paralisações dividiam opiniões, e o fim não mudou isso. Professores, alunos e servidores ainda debatem as vantagens e desvantagens do movimento, questionando sua validez.

Sobre a greve dos docentes da UFC, o professor de Jornalismo, Ricardo Jorge, opinou que apesar de não ter sido a favor, devido à situação econômica atual, considerou o movimento interessante, mais do ponto de vista político que financeiro, pois “demarcou um posicionamento dos professores em relação às negociações”. Destacou ainda algumas conquistas, como a diminuição do reajuste de quatro anos para dois, que apesar do adiamento da data base, foi uma vitória.

O assistente administrativo da biblioteca de ciências humanas, Edmundo Moreira, também falou sobre a paralisação da sua categoria. Segundo ele, os cento e trinta e três dias foram válidos, entretanto, as conquistas ainda não foram suficientes: “Mesmo com o reajuste, este está abaixo da inflação, então ainda não temos poder de compra.” O servidor considerou também que alguns ganhos foram localizados e não lineares, não favorecendo a categoria em geral.

Já sobre a movimentação dos discentes, o estudante de Medicina, Nilo Guerra, afirmou que “a greve estudantil que a UFC viveu em 2015 foi vencedora. Vencedora porque, por si só, foi greve verdadeira, greve de luta e suor que pingou na terra dos 3 campi da capital, no campus de Sobral e mesmo no chão da Reitoria, mobilizando quem tem olhos pra enxergar e quem tem fome pra sentir.” Acrescentou ainda que “motivada pela defesa de uma Universidade 100% pública, autônoma, socialmente referenciada e responsável com a permanência e formação de excelência de seu corpo discente”.

Apesar das diferenças entre reivindicações e conquistas, o movimento mostrou-se eficaz, despertando o olhar da sociedade para a situação das instituições de ensino público não apenas no Ceará, mas em todo o país. Sobre isso, Nilo Guerra é resoluto: “A greve não tinha como não ocorrer”.


 
 
 

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